Bebê torturado tinha rosto colocado em água quente e era agredido com colher de pau, diz delegado: veja o que se sabe

Bebê torturado tinha rosto colocado em água quente e era agredido com colher de pau Agressões com colher de pau, isolamento, caminhadas forçadas na madrugad...

Bebê torturado tinha rosto colocado em água quente e era agredido com colher de pau, diz delegado: veja o que se sabe
Bebê torturado tinha rosto colocado em água quente e era agredido com colher de pau, diz delegado: veja o que se sabe (Foto: Reprodução)

Bebê torturado tinha rosto colocado em água quente e era agredido com colher de pau Agressões com colher de pau, isolamento, caminhadas forçadas na madrugada e submersões do rosto em água quente. Essas foram algumas das violências sofridas por um bebê de 1 ano, que foi torturado pela própria mãe, de 20 anos, e o padrasto, de 33, em São João da Boa Vista (SP), segundo a Polícia Civil. O casal foi preso preventivamente na segunda-feira (31) por tortura e tentativa de homicídio. A violência durou pelo menos 4 meses. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles até a última atualização desta reportagem. Após a prisão da mãe e do padrasto, o menino está sob cuidados do pai biológico. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O g1 reuniu os principais pontos do que se sabe sobre o caso: Como a polícia soube do caso? Como foram as investigações? O que a mãe e o padrasto faziam com a criança? O que apontou o exame médico? Por que a mãe e o padrasto foram presos? O que falta esclarecer? Mãe e padrasto são suspeitos de agredir criança com colher de pau e colocar rosto da criança em bacia de água quente em São João da Boa Vista (SP) Polícia Civil 1. Como a polícia soube do caso? Conforme apurado pelo g1, o caso foi denunciado à polícia pela advogada do pai da criança e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Inicialmente, o caso era tratado como uma possível queda acidental, mas passou a ser investigado como lesão corporal e maus-tratos. 2. Como foram as investigações? Durante os trabalhos investigativos, a Polícia Civil de São João da Boa Vista ouviu testemunhas, analisou documentos médicos da criança, além de exames periciais e também averiguou dados que foram extraídos dos celulares da mãe e do padrasto da vítima. Com base nessas informações, a polícia concluiu que a criança foi submetida a episódios de violência física e psicológica há pelo menos 4 meses. Celular da mãe e do padrasto foram apreendidos pela Polícia Civil de São João da Boa Vista, SP Polícia Civil 3. O que a mãe e o padrasto faziam com a criança? Segundo a polícia, a criança era vítima de privação de sono, administração de medicamento controlado sem prescrição médica, agressões físicas, isolamento como forma de castigo, submersões da cabeça em água quente, além de outras práticas violentas. "O casal trocava mensagem entre eles e o padrasto orientava a mãe como agir. A criança era trancada no banheiro nua e apanhava com uma colher de pau. Era ministrado um medicamento de tarja preta, o Diazepam, para que essa criança dormisse, ela [era submetida a] caminhadas forçadas durante a madrugada e o mais grave: enforcamento e submersão em uma bacia com água quente por reiteradas vezes. Conforme as mensagens, [a submersão era] de 5 em 5 minutos", afirmou o delegado Fabiano Antunes de Almeida, responsável pelas investigações, O delegado afirmou ainda que a criança era sufocada com uma toalha para que não chorasse. "O casal aumentava o volume da televisão ou do rádio para que os vizinhos não ouvissem o choro da criança". O episódio mais grave teria ocorrido em 19 de junho, quando o menino apresentou traumatismo craniano grave, hematoma subdural - que é o acúmulo de sangue entre a superfície do cérebro e a dura-máter, a membrana externa e resistente que reveste o cérebro, e extensas hemorragias retinianas - sangramento na retina ou interior dos olhos. A vítima chegou ao atendimento médico com rebaixamento extremo do nível de consciência e evoluiu para parada cardiorrespiratória, sendo necessária internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A criança teve alta após 1 mês e ficou sob os cuidados do pai. 4. O que apontou o exame médico? De acordo com a polícia, o exame médico apontou que o quadro da criança era compatível com trauma craniano abusivo, afastando tecnicamente a hipótese de acidente doméstico. Os elementos reunidos também apontaram possíveis tentativas de ocultação de vestígios e ajuste de versões. 5. Por que a mãe e o padrasto foram presos? Os fatos passaram a ser investigados como tortura e tentativa de homicídio qualificado contra menor de 14 anos, tendo a Justiça decretado a prisão temporária da mãe e do padrasto da vítima pelo prazo de 30 dias. Policiais civis de São João da Boa Vista cumpriram os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão relacionados à investigação envolvendo atos de violência praticados contra o menor, na última segunda-feira (31). Durante o cumprimento das buscas, foram apreendidos medicamentos controlados, uma colher de madeira, uma máquina de choque, uma arma falsa, uma algema, aparelhos celulares e uma bacia plástica. Os objetos serão analisados para continuidade das investigações. A mãe e o padrasto da vítima foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade e permaneceram à disposição da Justiça. Medicamentos controlados e bacia foram apreendidos na casa de mãe e padrasto de criança vítima de maus-tratos em São João da Boa Vista Polícia Civil 6. O que falta esclarecer? De acordo com a polícia, as investigações prosseguem para esclarecimento da dinâmica dos fatos e entender qual foi a participação de cada investigado, a mãe e o padrasto, no crime. A arma e a algema não teriam relação com o fato, mas o uso desses objetos será investigado. Arma falsa foi apreendida na casa de mãe e padrasto de criança vítima de maus-tratos em São João da Boa Vista Polícia Civil REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: o Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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